quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enem pode ser Anulado!!!

Do G1, em São Paulo
O Ministério Público do Ceará afirmou nesta quarta-feira (26) que vai encaminhar ao Ministério da Educação uma recomendação para a anulação do Enem em todo o país. Em nota, o procurador Oscar Costa Filho disse ter sido procurado por candidatos do exame e que constatou a existência de 13 questões idênticas, literalmente copiadas de um simulado elaborado na cidade de Fortaleza e encontradas nas provas do Enem.
Segundo o procurador, a apostila que um colégio de Fortaleza teria distribuído a alunos teria 13 questões idênticas ao que caiu nas provas do Enem:  no 1º dia, prova amarela, nº 87, 46, 50, 74, 57, 34, 33, 32 e 2º dia, prova amarela, 113,180, 141, 173 e 154. O G1 teve acesso ao material de estudo e constatou pelo menos 11 questões idênticas.
O MEC afirmou ao G1 que não recebeu ainda a solicitação do MPF. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Educação afirmou: "O Ministério da Educação e o Inep (autarquia do MEC que organizou o Enem) continuaram acompanhando o tráfico de informação na rede social mesmo após a aplicação das provas. As informações veiculadas com maior intensidade nesta terça-feira por estudantes de Fortaleza dando conta de que estudantes do Colégio Christus teriam recebido apostilas com questões semelhantes à do exame nos obrigou a revisar todas as medidas de segurança da aplicação da prova de Fortaleza. Não há nenhum registro de vazamento de problemas de logística, de que nenhum vazamento tenha saído da prova, a prova foi serena".
Ainda afirma o MEC: "Na manhã desta quarta-feira (26), o Ministério da Educação e o Inep, por volta de 7h, dado o grande movimento que circulou na rede social a partir dos estudantes de Fortaleza, acionou a Polícia Federal para investigar as origens da informações".
Estudantes de colégio podem ter de refazer o Enem
Segundo o Inep, 639 estudantes do Colégio Christus fizeram a prova do Enem. Em caso de comprovação de alguma irregularidade, estes candidatos poderão ter de fazer novamente as provas do Enem. O Inep vai aplicar o exame no final de novembro para pessoas privadas de liberdade, e seria possível estender esta prova a outros estudantes.
Em nota, o MPF do Ceará diz: "O problema se repete, apresentando mais uma vez, um caso de vazamento de provas. Sem necessidade de recorrer à Justiça, o MPF considera a importância da investigação pela Polícia Federal para apurar os responsáveis, mas entender que já há provas constituídas para determinar uma atitude do MEC quanto à irregularidade, que não é mais pontual, atinge todos os inscritos no país. "É necessário que se imponha, de uma vez, a constitucionalidade no Enem, que significa o direito de recorrer em caso dos candidatos se sentirem prejudicados", explica o procurador."
O MEC nega que tenha ocorrido vazamento das provas do Enem.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Diamantes achados em MT confirmam teoria geológica

Tadeu Meniconi Do G1, em São Paulo
Diamantes achados na região da cidade de Juína (MT) comprovam que a crosta oceânica entra na Terra – como é chamada a crosta terrestre sob os oceanos, onde ela é mais fina – até o manto inferior. A confirmação veio da análise química desses diamantes e foi publicada nesta quinta-feira (15) num artigo da revista “Science”.
Já havia uma teoria bem aceita de que esse fenômeno ocorria, baseada na tomografia sísmica, uma análise combinada de movimentos da Terra, que permite o mapeamento do interior do planeta. Porém, faltava uma prova mais concreta.
“É a primeira vez que a gente tem uma evidência mineral de que a crosta oceânica penetra o manto inferior”, disse ao G1 Débora Passos de Araújo, professora do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), uma das autoras do estudo.
Para que um diamante seja formado, é preciso a temperatura seja alta. Por isso eles são formados no interior da Terra. No manto superior, a uma profundidade de entre 150 e 200 km, a temperatura varia entre 1.000 e 1.200 graus Celsius. No manto inferior, com profundidades superiores a 660 km, ela ultrapassa os 2.000 graus Celsius.
Um dos diamantes profundos de Juína (MT) (Foto: AAAS / Science)Um dos diamantes profundos de Juína (MT) (Foto: AAAS / Science)
Diamantes profundos, como são chamados os que vêm do manto inferior, já eram conhecidos. Em Juína mesmo, há registros desde 1991. As pedras analisadas no atual estudo, no entanto, são as primeiras desse tipo a apresentar composição química típica da crosta oceânica.
A geóloga disse ainda que a descoberta deve proporcionar avanços nos estudos da formação dos minerais. “Se nós fizermos análises químicas desses minerais inclusos nos diamantes, podemos conhecer melhor as características do manto inferior”, afirmou a cientista.
Nick Wigginton, que faz parte da equipe de editores da Science, destacou que a descoberta mostra a amplitude do ciclo de carbono, que é essencial à vida. “Resultados como esse oferecem uma perspectiva mais ampla da Terra como um sistema dinâmico e integrado”, concluiu.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hominídeo pode ter sido o primeiro cozinheiro do mundo, diz estudo

23/08/2011 11h01 - Atualizado em 23/08/2011 11h01

Dente de 'Homo erectus' aponta que espécie já sabia processar a comida.
'Parente' do homem viveu há 1,9 milhões de anos e já está extinto.

Do G1, em São Paul 
O Homo erectus, que evoluiu há 1,9 milhões de anos e já está extinto, pode ter sido a primeira espécie de hominídeo a cozinhar e preparar comida, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos. O trabalho foi divulgado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
O ato de processar a comida permitiu que os humanos tivessem maiores chances de sobrevivência e de manter a saúde por garantir uma alimentação com mais calorias.
O biólogo Chris Organ e outros pesquisadores acreditam que humanos gastariam 48% do dia comendo caso fossem primatas comuns. Mas o tempo gasto pelas pessoas para se alimentar é, na verdade, apenas 5% do dia.
Para descobrir quando os ancestrais dos humanos modernos passaram a cozinhar, a equipe estudou o tamanho dos dentes, o peso e o DNA de humanos, 14 hominídeos extintos e primatas não humanos. O grupo descobriu que as espécies H. erectus, H. neanderthalensis e H. sapiens (humanos) apresentam molares menores que outros primatas.
Com a passagem do tempo, os molares dos hominídeos foram tornando-se menores, assim como o maxilar e órgãos internos.No caso dos mais antigos como H. habilis ou o H. rudolfensis, essa mudança é explicada pelos autores como uma evolução natural, possível de ser explicada somente pelo tamanho dos corpos e pela filogenia.
Já no caso do H. erectus, H. neanderthalensis e H. sapiens essa diminuição dos molares só pode ser explicada, segundo os autores, pela capacidade que esses hominídeos tinham em processar a comida com ferramentas e fogo, tornando os alimentos mais fáceis de serem consumidos e reduzindo o tempo das refeições.
Crânio do Homo erectus, que pode ter sido a primeira espécie de hominídeo a cozinhar. (Foto: Alfredo Dagli Orti / The Art Archive / The Picture Desk) 
Crânio do 'Homo erectus', descoberto na ilha de Java, na Indonésia. A espécie pode ter sido a primeira de hominídeo a saber cozinhar alimentos. (Foto: Alfredo Dagli Orti / The Art Archive / The Picture Desk)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Telescópio Herschel encontra moléculas de oxigênio no espaço

01/08/2011 13h32 - Atualizado em 01/08/2011 13h32

Moléculas foram encontradas em áreas de formações de estrelas.
Segundo a Nasa, é a primeira descoberta desse tipo no espaço.

Do G1, em São Paulo
O Observatório Espacial Herschel, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA) e da agência espacial americana (Nasa), divulgou nesta segunda-feira (1º ) a primeira descoberta de moléculas de oxigênio no espaço.

Moléculas de oxigênio encontradas pelo telescópio Herschel na formação de estrelas Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa) 
Moléculas de oxigênio encontradas pelo telescópio Herschel
em Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)
Segundo os pesquisadores, o telescópio encontrou as moléculas na nebulosa de Órion, presos em pequenas partículas de gelo ao redor de poeira espacial.
As moléculas teriam sido formadas depois que as estrelas aqueceram o gelo, liberando água, convertida em oxigênio.
Embora átomos de oxigênio individuais sejam comuns, especialmente ao redor de estrelas, moléculas como as da Terra ainda não haviam sido descobertas, segundo a agência americana.
“O oxigênio foi descoberto nos anos 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente poder dizer com certeza que essa simples molécula existe no espaço”, afirmou Paul Goldsmith, cientista do projeto da Nasa no laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia, que publicou os resultados da descoberta na revista especializada Astrophysical Journal.
Astrônomos procuraram por moléculas no espaço por décadas. O telescópio Odin encontrou a molécula em 2007, mas a descoberta não pôde ser confirmada.
“Isso explica onde parte do oxigênio estava escondido”, diz Goldsmith. “Mas nós não encontramos grandes quantidades, e ainda não entendemos o que há de tão especial sobre os lugares onde o encontramos. O Universo ainda esconde muitos segredos.”
O objetivo é continuar procurando por moléculas nas áreas de formações de estrelas. “O oxigênio é o terceiro elemento mais comum no Universo e suas moléculas devem ser comuns no espaço”, diz Bill Danchi, cientista da Nasa em Washington que trabalha no projeto. “O Herschel está fornecendo uma ferramenta poderosa para desvendar esse mistério.”
Gráfico ilustra onde os astrônomos encontraram as moléculas no espaço, na formação de estrelas Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa) 
Gráfico ilustra onde os astrônomos encontraram as moléculas no espaço, na nebulosa de Órion (Foto: JPL-Caltech/ESA/Nasa)

domingo, 24 de julho de 2011

Cientistas encontram maior quantidade de água do Universo


Registro foi feito ao redor de buraco negro a 12 bilhões de anos-luz daqui.
Volume de água é 140 trilhões de vezes o dos oceanos da Terra.

Do G1, em São Paulo
Astrônomos descobriram a maior quantidade de água já registrada no Universo a uma distância de mais de 12 bilhões de anos-luz da Terra. A quantidade de água equivale a 140 trilhões de vezes todo o volume de água nos oceanos de nosso planeta.
A grande quantidade de água se encontra na forma de vapor, em volta de um quasar chamado APM 08279+5255. Um quasar é o núcleo de uma galáxia, confinado num espaço pequeno, em relação à sua massa, que abriga um buraco negro. Nesse quasar específico, há um buraco negro com 20 bilhões de vezes a massa do Sol, que produz uma quantidade de energia equivalente a um quadrilhão de vezes à da nossa estrela.
Ilustração mostra como é a visão de um quasar como o APM 08279+5255 (Foto: Nasa / ESA)Ilustração mostra como é a visão de um quasar como o APM 08279+5255 (Foto: Nasa / ESA)
A água está em forma de vapor e ajuda a compreender a natureza do quasar. A medição desse vapor e de moléculas de outros tipos, tais como monóxido de carbono, sugerem que há gás suficiente para alimentar o buraco negro até que ele atinja seis vezes seu tamanho.
O gás liberado por esse buraco negro está numa temperatura de 53º C negativos, o que é cinco vezes mais quente que os gases soltos na Via Láctea. O vapor d’água da Via Láctea fica congelado, e também por isso a quantidade de água em nossa galáxia é 4 mil vezes menor que no quasar.
“O ambiente em volta desse quasar é muito peculiar e por isso produz essa grande massa de água”, disse Matt Bradford, pesquisador da Nasa. “É mais uma demonstração de que a água é dominante por todo o Universo, mesmo nos tempos mais primórdios”, completou.
A pesquisa foi desenvolvida por dois grupos de astrônomos, formados por cientistas ligados a diversos institutos. A descoberta foi publicada pela revista “Astrophysical Journal Letters”.

Amy Winehouse, minha vaca profana


Darling,
Eu estava curando uma ressaca, sem saber discernir o que era realidade e o que era sonho, quando minha mãe me acordou e disse que você tinha sido encontrada morta. Na hora foi esquisito, foi como se quem tivesse morrido fosse eu mesmo. Às vezes a gente exagera, meu amor, eu sei, eu não estou chateado.
Posso me lembrar exatamente da primeira vez que ouvi você cantar. Ouvi “Rehab” e não gostei, pois tenho esse péssimo defeito de dizer que não gosto o que não entendo, como quem odeia para depois amar, como quem desmerece para ser arrebatado. Eu passei a te amar muito desde então, e te ouvia sempre. Você caminhava comigo, andava de ônibus comigo, tomava banho comigo e era lindo, eu quase cantava como você. 
Os caretas não sabem o que é o exagero. Eles odeiam o exagero. E quanto mais a gente ficava careta, mais a gente te odiava, e te entendia cada vez menos. Você escolheu uma década péssima para lançar “o álbum da década”. Uma década muito asséptica, muito desalmada para você, para a sua música, para as suas viagens. Você nasceu muito tarde e morreu muito cedo. Por isso foi tão ruim amar você, e te desejar, e a querer, da forma mais paternalista e imbecil, que você se salvasse. Mas você não saiu dessa bad, foi muito longe nessa trip, e a coisa acabou assim, sem mais nem menos, você me largando no meio da noite e deixando um cinzeiro cheio, uma garrafa vazia e um bilhete escrito: “às vezes a gente exagera, meu amor, e eu tô indo embora, não aguento mais exagerar.”
Fico agora pensando na canção do Caetano, “Vaca profana”, não só porque ele fala de tetas e eu achava lindo o seu decote novo, mas porque o poeta disse: “Dona das divinas tetas, derrama o leite bom na minha cara, e o leite mau na cara dos caretas.” E ele segue: “mas eu também sei ser careta; de perto, ninguém é normal.” É muito difícil ser uma coisa só. É muito difícil estar aí. Eu te achava linda, mesmo você querendo se tornar cada dia mais esquisita, mas era bom porque fora das drogas você tinha um humor ótimo, gostava do bom sexo, gostava das cantoras que eu gostava, enfim, cumprimos o trato do friends with benefits sem grandes percalços. Você me chamava de “garoto”, “baby” e era divertido. Você dizia que morreria aos 27 anos, como Morrison, Hendrix, Joplin, Jones e Cobain, e eu dizia: “Nada, darling, você vai ter que ir pegar aqueles prêmios honorários chatíssimos do Grammy, aquela gente chata engravatada.” Mas você se foi aos 27.
Você vai fazer falta. Hoje vi uma ninfomaníaca se autoproclamando “careta” e insinuando que você já vai tarde. Vi boêmios de primeira linha falando que artistas são burros, porque usam drogas. Mas eu sei, meu amor, eu sei o que é beber para se desligar, e é uma pena você ter partido para carreiras, pedras, ampolas e tudo mais. Mas eu te amo mesmo assim. Felizes somos, os imperfeitos.
Vou guardar o seu disco, o seu DVD, o meu ingresso de quando você veio nos ver no Rio, e o bilhete que você me deixou.  Eu vou ouvir você tocar muito nas rádios durante essa semana e será sempre muito difícil. E vou tomar um porre por você hoje, e ficar pensando como minha vida seria se tivéssemos continuado juntos. Eu vou sentir sua falta, mas vai passar. E fique tranquila, não vou te substituir pela Joss Stone, ao menos não essa semana. A gente se vê, meu amor, a gente vai se encontrar por aí. Eu te encontrarei e te amarei nas suas músicas, como sempre foi. Às vezes a gente exagera, meu amor, acontece.
Eu amo você assim, como você era.
Um beijo! Até!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Passeio Ciclístico

No próximo sabádo dia 09/07/11 ocorrerá um passeio ciclístico com os alunos das principais escolas de Chapada dos Guimarães-MT.

terça-feira, 5 de julho de 2011

As Aulas voltaram mais a luta continua!!!

05/07/2011

Carta aberta à população mato-grossense

A greve é um direito constitucional do trabalhador e foi por meio dela que dialogamos com a sociedade

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), com sua história de luta, vem fortalecendo o processo democrático pela valorização dos trabalhadores da educação e pela qualidade do ensino público de Mato Grosso, nesse sentido buscou a manutenção do diálogo no processo de negociação frente à reivindicação da categoria junto ao Governo do Estado.
Em contrapartida, o governo mostrou seu descompromisso com a educação pública ao substituir o diálogo pela judicialização do movimento grevista e, via Secretaria de Educação, agiu de forma desrespeitosa ao atentar contra os princípios democráticos e de direitos, no intuito de intimidar os trabalhadores/as da Educação, utilizando-se de instrumentos de coerção, típicos de governos autoritários e truculentos na tentativa de desconstruir o movimento de reivindicação da categoria.
É importante observar que a greve é um direito constitucional do trabalhador e foi por meio dela que dialogamos com a sociedade mato-grossense, sobre o descaso com a educação promovido pelas autoridades desse Estado. Portanto, foi por meio da paralisação que contrapomos a inoperância e os dados do governo e denunciamos que parte do quadro caótico apresentado pela educação se deve a não aplicação dos recursos vinculados à educação, conforme preconiza a Constituição Estadual.
Está claro que não faltam recursos financeiros para atender as reivindicações dos trabalhadores/as da Educação. Só no período de janeiro a abril, o governo estadual teve um superávit primário - diferença entre o que foi arrecado e o que foi gasto pelo Estado - de R$ 775 milhões. A meta prevista no orçamento para 2011 era de R$ 329,7 milhões. Os R$ 445,3 milhões, além da meta, são recursos que o governo deixou de aplicar em políticas públicas, sonegando ao povo mato-grossense os direitos sociais básicos de saúde, segurança e educação. A reivindicação da categoria representa apenas R$ 26 milhões, ou seja, 5,83% do que deixaram de investir no bem estar da população deste Estado.
Também é importante ressaltar que os salários dos/a educadores/as correspondem à metade dos salários de servidores de outras carreiras do Estado. Ou seja, os/as Trabalhadores/as da Educação precisam trabalhar o dobro para terem um vencimento equivalente aos outros servidores. E eles/as estão fazendo isso, pois são incontáveis os/as trabalhadores/as da Educação que atuam em múltiplas jornadas de trabalho, comprometendo sua saúde física e mental, prejudicando seu desempenho profissional, e precarizando os resultados educacionais.
Nosso movimento grevista foi capaz de arrancar a nomeação para a posse dos novos concursados, antecipação do piso de R$ 1.312,00 para o ano de 2011 e a promessa do governo de buscar implementá-lo em setembro do corrente ano.
A greve dos trabalhadores da Educação foi, sem dúvida, vitoriosa, não apenas pelos avanços que o movimento foi capaz de conquistar, mais pelo que a nossa incansável luta foi capaz de desvelar.  Nesse momento indicamos a suspensão do movimento de greve por prazo determinado, até setembro de 2011, e continuaremos combatendo e denunciando os seguintes desmandos:
1.      A insensibilidade, a inoperância e a falta de vontade política do governo em avançar nas negociações, principalmente no que tange a aplicação dos recursos constitucionais vinculados a Manutenção e Desenvolvimento do Ensino no Estado de Mato Grosso;
2.      A participação tímida e apática do Poder Legislativo, diante do cenário caótico apresentado e vivido pelos profissionais da educação;
3.      A ausência de uma proposta efetiva nos reiterados documentos apresentados pelo governo que viesse de fato contemplar as reivindicações da categoria;
4.      O assédio moral (nunca antes visto com tanta intensidade na história contemporânea do movimento sindical nesse Estado) sofrido pelos profissionais da Educação, frente aos constantes ataques de intimidação e coerção da Secretaria de Estado de Educação, que vem desde o início da paralisação da categoria ignorando seu direito de greve;
5.      As contradições do Judiciário em nosso Estado que usa de dois pesos e duas medidas quando o assunto está ligado à educação ao declarar a ilegalidade da greve dos trabalhadores da educação e ao afirmar que a educação é essencial, sendo que no período eleitoral de 2010 proibiu a contratação e posse dos aprovados no concurso público com a declaração de que essa mesma educação não era essencial. 
O Sintep/MT reafirma sua incansável luta pela valorização da educação e não abre mãos das necessárias condições de infraestrutura e de pessoal efetivo para garantir aprendizagem de qualidade aos filhos e filhas de Mato Grosso. Exige também do governo do Estado o respeito pela luta dos/as trabalhadores/as e reitera sua pauta de reivindicações:
- Piso salarial de 1.312,00 a todos os profissionais da educação;
- Horas atividades para os professores contratados temporariamente;
- Posse imediata dos aprovados e classificados no concurso público no limite das vagas livres existentes;
- Aplicação integral de todos os recursos da educação apenas na manutenção e desenvolvimento do ensino.
Os/as trabalhadores/as em greve agradecem o apoio recebido pelos estudantes, pais e mães e da sociedade em geral, nessa árdua condição de ter que fazer greve para chamar a atenção das autoridades para seu compromisso com a escola pública.
Conscientes de nossa luta, o Sintep/MT reafirma que a luta continua e conclama a todos para juntos avançarmos na conquista de melhores condições para a escola pública e possa ajudar a livrar nossos/as filhos/as do analfabetismo funcional, do desemprego e subemprego por falta de ensino profissionalizante, da violência e criminalidade, enfim, da exclusão social e da morte.

ESTÁ COMPROVADO: HÁ RECURSOS PARA O PAGAMENTO IMEDIATO DO PISO DE R$1.312,00.
Sintep/MT

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Greve dos professores de Mato Grosso

As principais notícias dessa manhã foram:
Riva defende diálogo e dá "puxão de orelha" em sindicalista.

Servidores da Sema e Educação lotam nesta terça (28) as galerias da Assembleia e cobram a ajuda dos deputados para avançar nas negociações por melhores salários. Eles também exigem a reestruturação do PCCS das categorias. Da tribuna, o presidente da Casa, José Riva (PP), comprometeu-se em auxiliar os servidores da Sema a agendar uma reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB).
     Logo em seguida, ele aproveitou para dar um “puxão de orelha” no presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares Ferreira. Conforme Riva, o sindicalista não atende as ligações de Silval. “O governador reclamou que ligou 3 vezes e Gilmar não
atendeu. A única solução para isso é o diálogo”, defende Riva.
     Apesar do Tribunal de Justiça ter se manifestado pelo término da paralisação, nesta segunda (27) os professores decidiram manter a greve até que as reivindicações sejam atendidas. Eles exigem piso salarial de R$ 1.312. Os servidores da Sema, por sua vez, cobram a incorporação da verba indenizatória e recomposição nos vencimentos de 18,7%, o que representa reajuste de R$ 2,8 mil para R$ 6 mil. “Quero pedir ao Sintep e à Sema que mantenham o diálogo”, reforça Riva.
Fonte: RDNEWS




Deputado pede a "cabeça" da secretária de Educação.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), pediu a mudança do comando da Secretaria de Estado de Educação, que hoje está sob a chefia da petista Rosa Neide Sandes de Almeida. Ele atribuiu nota ...

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), pediu a mudança do comando da Secretaria de Estado de Educação, que hoje está sob a chefia da petista Rosa Neide Sandes de Almeida. Ele atribuiu nota "quatro" ao desempenho da gestora frente à pasta.
"A educação deve ser comandada por algum profissional que seja acima da média que neste momento não tem, é nota 4, no máximo. É necessária uma mudança imediata e que seja feita uma política pedagógica ao Estado", declarou o parlamentar.

A declaração foi dada no Palácio Paiaguás após reunião dos deputados estaduais com o governador Silval Barbosa (PMDB).

Riva defendeu até a contratação de Gabriel Chalita, deputado federal por São Paulo, como exemplo de especialista para cuidar da educação de Mato Grosso.

"Se for necessário trazer o Chalita para mudar o quadro da educação de Mato Grosso, vamos defender. O que não pode é deixar a educação como está", argumentou o deputado.

As declarações de Riva revelam a crise de relacionamento da Assembleia Legislativa com a secretaria de Educação, Rosa Neide. Isso porque os deputados estaduais já aprovaram a realização de uma auditoria nas contas da educação diante das denúncias de irregularidades recebidas pelo Legislativo.

A investigação nas contas ainda não ocorreu porque nenhuma empresa ainda foi contratada pelo Legislativo para tal procedimento.

Nos bastidores, comenta-se que o PSD, partido idealizado em Mato Grosso por Riva, quer o comando da secretaria de Educação, uma vez que, se tornará a maior bancada da Casa, com 7 deputados. No entanto, Riva nega qualquer ação neste sentido.

"Não estou reivindicando o controle da pasta, o que defendo é qualidade na formulação de políticas públicas de educação independente de quem seja o partido".

Embora seja ex-sindicalista e filiada ao PT, Rosa Neide enfrenta a ira de professores que defendem sua saída. Uma greve da categoria já dura aproximadamente um mês motivada por questões salariais.

Outro lado

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Junior (PMDB), saiu em defesa da permanência de Rosa Neide à frente da educação de Mato Grosso.

"Pelo contrário, considero uma secretária com desempenho de nota 8 ou 9 e tem prestado trabalhos satisfatórios. A educação e a saúde são temas delicados à frente do Estado, por isso, enfrentam turbulências e momentos difíceis. Mas, a atual equipe da educação tem total apoio do Estado para continuar a frente do setor", disse o líder do governo.

O peemedebista ainda descartou que as críticas de Riva tenham cunho político. "O deputado Riva é um municipalista competente. Acredito que suas críticas se devem a algum problema enfrentado em alguma de suas regiões. Isso, vamos resolver com diálogo", ponderou o parlamentar.
Fonte: Midia News

Silval rebate professora e questiona: Quem é o algoz?

De Brasília - Vinícius Tavares
Foto: Marcos Negrini/Secom-MTGovernador, acompanhado de Emilson, Vivaldo e Eder em Brasília Governador, acompanhado de Emilson, Vivaldo e Eder em Brasília
O governador Silval Barbosa (PMDB) rebateu as críticas recebidas por professores da rede púbica estadual que permanecem com os braços cruzados mesmo após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ter considerado a greve ilegal e determinado o retorno às atividades em 72 horas.

Silval disse que as críticas são infundadas e, apesar de estar apenas há seis meses no governo, enumerou os benefícios concedidos à categoria durante a sua gestão.

“Em seis meses de governo eu concedi 10% de aumento salarial aos professores. Vou chamar cinco mil professores concursados em agosto e concedemos 10% relativos ao Imposto de Renda que os servidores não tinham direito. Que é o algoz é este?”, questionou o governador.

A declaração do governador foi uma resposta às declarações de Fátima Sales, professora lotada na escola Miguel Baracat, em Várzea Grande, publicadas nesta terça-feira (28) na manchete do Olhar Direto. “Ele é o maior algoz dos educadores neste momento”, disse a professora durante discurso.

“Ninguém da rede pública de Mato Grosso recebeu menos do que 1.312 reais. Os salários estão em dia. Além disso, vou pagar 50% do décimo terceiro salário em julho. Quem é o algoz?“, voltou a questionar o governador.

Leia Também:

"Silval é o maior algoz da Educação e atacou professores pelas costas
por juliano, em 29/06/2011 às 11:13
Cara amiga Ana Paula se eu falei é por que eu sei o que estou falando e alias disse nossos filhos estudam em escolas pública referindo-se a um modo geral, mais graças, a minha estuda em escola particular e o professor de la ganha menos que voces da publica e vive muito bem conheço a classe de voces muito bem gostaria de ter uma visão diferente dos professores por exemplo a que eu tinha no passado mas hoje professores sabem menos trabalha menos e querem ganhar mais sem resultados para oferecerem...foi por isso que retirei minha filha da escola pública...
por Ana Maria, em 29/06/2011 às 11:13
è governadr enquanto o senhor fica ai faendo de conta que ta tudo bem, os seus representante tem sido carrascos com as pessoashumildes e que trabalharam a sua campanha. pessoas que trabalharam dentro da sua equipe foram demitidas e pessoas que trabalharam contra o senhor estão sendo promovidas a adjunta conforme DOE desta semana. è triste ver essa injustiça.
por joao, em 29/06/2011 às 10:31
"RECULPERAR" ? Vai precisar dos professores mesmo!!!
por Aluno Revoltado, em 29/06/2011 às 10:16
Obrigado professores. Estou fazendo o ultimo ano e tenho que me preparar para o enem e minha escola esta de greve, o pior de tudo sei que não vai da para reculperar essa aula perdida e sei muito bem que vamos passar vergonha diante as provas não iremos ter o preparo adequado sei que temos todos que lutar pelos nosso direitos mas de forma melhor, nem um professor vai se preoculpa em saber se o aluno aprendeu o conteudo vão atropelar tudo e nos alunos ficaremos jogados as moscas, é correto isso?
por Wana, em 29/06/2011 às 10:09
Externo minha solidariedade aos professores. Um estado que trata seus profissionais prestadores de serviços essenciais, tais como saúde, segurança e educação com tanto menosprezo, não pode mesmo esperar qualidade de contrapartida. O que temos são profissionais descontentes e uma sociedade inconsciente da realidade, diga-se de passagem que se cada UM da sociedade que hoje critica esses profissionais estivesse em seus lugares, faria exatamente o mesmo para sobreviver, isso é fato. O problema é que atirar pedras e julgar é bem mais fácil do que se organizar e demonstrar solidariedade para pressionar esse governo (eleito para defender nossos interesses e que vive dos nossos impostos) a nos devolver em qualidade de vida e boa perspectiva de futuro os altos impostos que nos cobra, o que nos é de direito. Se isso ocorresse (uma utopia), aí sim, poderíamos com propriedade, separar o joio do trigo e somente ficariam nesses serviços, os profissionais compromissados e sérios. Fora desse contexto, somos obrigados a nos manter reféns desse sistema viciado e falido dando ainda graças a Deus por ainda existirem pessoas que são capazes de fazerem concurso e arriscar suas vidas se expondo para bandidos sanguinários, para trabalhar nesse sistema de saúde sucateado e para tentar educar um povo em tempo que educação, visivelmente, não é o objetivo precípuo... É isso aí, um povo que não sabe, é povo servil e consequentemente, um povo facilmente manipulável . Essa é a máxima motriz do nosso atual estado. Mas a sociedade não deve se preocupar com nada disso, afinal, a copa do mundo em Cuiabá, onde estão sendo investidos bilhares de reais (nosso dinheiro), irá reparar todos todas essas injustiças sociais e quando ela terminar (em pouquíssimos dias), deixará como legado, um GRANDE ELEFANTE BRANCO, muitas dívidas e várias denúncias de verbas "desviadas", termo gentilmente e comumente utilizado para descrever roubos, seus autores impunes e ainda vai ter gente para dizer diante dos miseráveis pedintes, desabrigados, desempregados, desamparados, deseducados, doentes e de muitos outras vítimas desafortunadas: QUE LINDO ESSE ESTÁDIO, QUÃO BELO ESSE TRANSPORTE LEVE SOBRE TRILHOS! Mas não serão obras estéreis. Talvez servirão para abrigar essas mesmas vítimas miseráveis...
por José maria, em 29/06/2011 às 09:37
Enquanto analisa a educaçao na mais pura e simples relaçao patrão e empregado, a coisa vai continuar do jeito que tá. enquanto nao tiver objetivo de sociedade, que contemple a classe menos desonvolvida economicamente, a disputa vai ser entre professores e governador, já que os planejadores politicos da educaçao estao se lixando para os alunos, gastam milhoes em propaganda falando que lugar de aluno é na escola, entretanto açao efetiva, para ficaram em espaço adequado de aprendizagem nenhum.. depois vem colocar culpa em professor.. a culpa de nossos filhos estarem fora da sal é do governo.. Nao somente a figura do governadore, mas todos que dao suporte, a este modelo de governo.
por Itamar, em 29/06/2011 às 09:36
Não é possível que existam pessoas contrarias a greves dos professores. Com certeza essas pessoas não tiveram professores bem remunerados para eles passarem o devido conhecimento do mundo. Nos países desenvolvidos os maiores salários, os profissionais mais bem remunerados, são os professores, estão no topo como os melhores empregos...Horas!!!! Se os professores tivessem um plano de carreira, e tivessem um salário inicial de R$ 5.000.00 trabalhando 6 horas por dia. (Coisa que um DGA recebe hoje no Governo fácil-fácil dependendo do "QI" )...Isso é lógico, onde têm os melhores salários é pra la que vão os melhores profissionais, seria uma carreira muito disputada e teríamos os melhores profissionais do Pais neste quadro. Logo, eu apoio esta greve e tenho certeza que todos deveriam apoia-la, inclusive os estudantes das universidades que estão estudando na área de licenciatura deveram ingressarem desta luta.
por roberto, em 29/06/2011 às 09:30
estou exercendo o quinto mandato e ate pouco tempo defendia as ideias e atitudes do sintep e seus lideres, hoje fico me pergutando como posso ter demorado tanto tempo para acordar, e descobrir que esta entidade é utilizada apenas em beneficio proprio, para trabalhar menos e sugar mais ou politicagem, recentemente fiz uma analize e abri os olhos e dasafio estes professores ligados ao sintep a apresentarem uma unica proposta apresentada por eles em toda sua existencia que vise o beneficio da educação ou de alunos, portanto parem de mentir que defendem a educação.
por leo, em 29/06/2011 às 09:26
elegeu, agora aguenta calado. isto ai é a continuidade do governo da soja. o povo, ora o povo que se estrumbique, vende o voto, acredita em apresentador de tv, elege até macaco(tião), lembra?prioridade maxima são quatro miseras partidas de futebol, com seleções do timbuctu, educação, saude, saneamento, segurança fica pra depois, bem depois, quando aprendermos a votar, quando nós povo tomarmos vergonha na cara e botar esta escória politica pra correr.
por ana, em 29/06/2011 às 09:03
Eu gostaria de saber se estes profissionais - que se dizem tão preocupados com a educação - irão repor 15 dias de conteúdo. No máximo, eles farão aqueles trabalhos meia boca com os conteúdos que teriam que ter sido discutido, lido, realizados trabalhos em equipes, para justificar e preencherem o diário de classe. Sairão de férias como se nada tivesse acontecido. E o pior, a maioria dormirá com a consciência tranquila de dever cumprido. E os nosso filhos, coitados são iludidos de que estão indo para a escola.
por Marcos, em 29/06/2011 às 09:00
A educação neste "país" está falida... o governo não tá nem aí.. prefere pagar R$ 2.500 iniciais para um agente carcerário, dar uma verba indenizatória mensla de R$ 6.500 para um FTE do que pagar bem os professores. Os professores por sua vez são despreparados, desleixados.. assim como os demais funcionário públicos de outros órgãos. ainda bem q posso pagar colégio particular para minha filha.. tenho pena de quem não pode.
por MILITAR, em 29/06/2011 às 08:33
CUIABÁ, 29/6/11. É SIMPLES RESOLVER ISSO E DAR AUMENTO PARA TODOS, ACABEM COM A AGECOPA, ALÍE ESTÁ O NINHO, A BUFUFA, A ESPERANÇA DELES (POLITICOS). COMO UM PAÍS POBRE QUER BANCAR ISSO TUDO.
por Ana Paula, em 29/06/2011 às 08:20
Primeiramente quero dar uma resposta ao leitor Juliano. Caro leitor lendo seu comentário fico mais indignada com o que você escreve do que com o próprio salário educação. Venho aqui dizer que não queremos aumento de salário para comprarmos carros ou casas como vc diz. Sabe porque? Porque um salário que o professor ganha não dá nem para pagar parcela de financiamento. Porque com esse salário temos que comer, beber, morar, vestir e até pagar vale transporte para você ter uma idéia. Agora cada um tem o direito de colocar seus filhos na escola que achar melhor. Se os filhos de professores estudam em escolas particulares , basta você trabalhar e colocar o seu também já que acha a educação publica tão ruim. E outra o salário que estamos pedindo chega a ser VERGONHOSO diante dos saálarios que nossos politicos ganham. Pois muitos nem estudo tem, e não existiriam qualquer outro profissional se não fosse os PROFESSORES. E peço a você caro Juliano que acompanhe os jornais para ver que não estamos pedindo somente REAJUSTE SALARIAL estamos lutando também pela SEGURANÇA nas escolas. Escola essa que seus filhos estão estudando. Caros leitores NÃO ESTAMOS DE BRAÇOS CRUZADOS... ESTAMOS LUTANDO POR UM SÁLARIO MELHOR... E mais Sr. Juliano faço um desafio a você... Vai 1 dia para sala de aula e vê se o salário que ganhamos é tão bom o qto você imagina.
por Renata, em 29/06/2011 às 08:06
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por Mãe aluno ESCOLA ESTADUAL BARÃO DE MELGAÇO, em 29/06/2011 às 08:03
Acredito que todos temos direitos a reivindicar, inclusive nós os pais de alunos que ninguem do governo ouve, por isso segue minha preocupação com as escolas: Pois posso afirmar com conhecimento de causa diaria, pois vou a escola de minha filha todos os dias letivos do ano, e tenho visto muitas coisas boas, mas também tenho visto também descasos por parte alguns profissionais, como exemplo, posso citar grande indice de faltas sem prévias justificativas, falta de compromisso com o conteudo, e não é só de professores, mas também de Diretores, que posso citar como exemplo escolas desorganizadas, diretores com pouco preparo para o atendimento de publico, péssimo atendimento até de telefone. Deixou ai o meu desabafo do que sinto na pele todos os dias quando deixo meu unico filho no colegio!
por Juliano, em 29/06/2011 às 07:45
Bom bom querem ganhar mais os professores pois bem devem ganhar mesmo com o salario que tão ganhando não da pra ter 3 carros novos na garagem e nem comprar mais casas para alugar que na verdade é o que muitos tão fazendo mais eles estudaram não é eles merecem trabalhar poucas horas e ganhar muito enquanto os filhos dos próprios estudam em escolas particulares mensalidade de 500,00 se alguem quiser eu provo......os nosssos filho tem que estudar em publica por eles mesmo dando aulas mixurucas....Mostrem as suas caras(de pau)..
por Josemara, em 29/06/2011 às 07:27
SR JOAO CANABRAVA, não é vislubrância minha, a copa pode até trazer investimentos, mas observe algo: vc só é mais um alienado pela educação do jeito que está. Pra dizer que os professores lecionam pessimamente com certeza você foi formada pela mesma educação, então sr. JOAO CANABRAVA, as dívidas da copa sairão do bolso de pessoas como vc, simplesmente surdo, mudo e cego para as coisas que o governo faz! ACORDA BRASIL NECESSITAMOS DE EDUCAÇÃO DE QUALIDADE e não uma miséria de salário.
por luciano drago, em 29/06/2011 às 06:22
Eu ultimamente tenho percebido que a população já acostumou com a falta de carater e de capacidade de alguns gestores que comandam as nossas cidades , nossos estados e nosso pais, primeiramente são politicos profissionais que nada tinham antes de entrar em seus cargos públicos após alguns mandatos tornam-se milhonarios não se sabe como e obrigam professores , policiais , médicos , bombeiros entre outras categorias a viverem com salarios ridiculos enquanto isso o patrimonio destes cafagestes se agigantam onde esta o povo que não derruba essa corja do poder onde esta a guerra civil na história deste pais , até quando vomos ser humilhados por pessoas sem carater e fracas que estão no poder . O nosso famoso rei pelé " disse a mais de 30 anos atras que o brasileiro não sabia votar e nos não aprendemos até hoje.cuidado brasileiros pois um voto errado são decadas de padecimento e não confie em apoio de policos que estão no pode e nada fizeram tentando deixar sucessores como os senhores Blairo Maggi que deixou o Murilo dormindo em VG e Sinval Barbosa em MT e Lula deixando a Dilma. Acordem brasileiros.
por Mariah, em 28/06/2011 às 23:40
O Governador alega o salário em dia, 13º, reposição.... Lembre-se que isso é obrigação. É da Lei, não bondade de V.Sa.
por paulo, em 28/06/2011 às 22:34
bem feito para o maggi e o silval que empregou essa petezada no governo,o povo reprovou o pt nas urnas em mt,o que o silval esta esperando ainda para demitir essa petezada da seduc,silval manda tudo esse povo embora senao eles vao prejudicar cada vez mais o estado
por João Alves, em 28/06/2011 às 22:22
Governador Simvau, o senhor não gostou de ser algoz, então vamos chamá-lo de: Verdugo Carrasco cruel Torturador Seviciador Pessoa Desumana ou melhor: Bourreau(francês): Executioner(inglês) Henker(alemão) ou Carnefice em italiano. E para terminar Governador vou deixar um macête para nunca esquecer - o adjetivo não questiona e sim qualifica a pessoa. Viu que estamos preparados para a copa em Cuiabá ou melhor é Bem MATO GROSSO, e para terminar não esqueça Governador, Júlio Campos deu bananas, para os professores e caíu de Maduro e esborrachou-se e o Senhor quer ser o próximo. Mamãe quero queijo com rapadura do seu leandro - esse era um ditado lá da cruz preta para localizar é fácil governador - Rua Comandante Costa cruzamento com a Cel benedito Leite - perto do bairro Pólvora.
por denise, em 28/06/2011 às 22:00
Não concordo com essa professora, ela nem parece ser uma professora e sim uma baderneira, voces professores inventam motivos para ficar em greve para ficarem curtindo de papo pro ar, igual os sem terras, Acordam, o Governador Silval está cumprindo com suas promessas agora o impossivel ele não tem como fazer, poxa professores o que ele ja fez em tão pouco tempo de governo para voces não tá bom, dá licença heim, o que mais que vcs querem, vão tratabalhar desacorçoados, e ai quando retornam, logo estão de ferias ou licença, coitado mesmo é dos alunos.
por sonia paes de barros s, em 28/06/2011 às 21:49
sr. silval segundo a sad só restam 2mil candidatos para tomarem posse ,,nim isso vsa.exa. sabe,,,pede para sair
por Elizabete, em 28/06/2011 às 21:46
Poxa, que sacanagem estes professores estão fazendo com a educação em MT. Sou pai de aluno na rede estadual de ensino e graças a Deus, aqui em Juara só tem uma escola de greve. Ninguém suporta mais o discurso gasto/ultrapassado do SINTEP e de seus membros que teimam em disputar eleições no ano que vém. Isac Pintor, delegado do SINTEP e Maria Pascosk, presidente, já sairam duas vezes candidatos a vereador e tiveram uma vergonhosa votação aqui em Juara. Parem com esta palhaçada usando a educação como bandeira!
por ALAIDE DE SOUZA, em 28/06/2011 às 21:31
kkkkkkkk Chupa essa manga sr governadorrrr kkkkkkk
por Itamar, em 28/06/2011 às 21:07
A sua resposta já foi Algoz, Governador, partindo do princípio de Carrasco. Todo Governo que se preze deve valorizar devidamente o Educador. É uma das categorias menos valorizadas no Estado, sem contar com a falta de investimentos nas estruturas escolares. Vossa Excelência fala em 6 meses, esquecendo que é o Governador desse estado desde Março de 2010, totalizando 15 meses, e durante os outros 3 anos e 3 meses de Gestão Blairo Maggi o Senhor também era Governo, ou estou errado? É essa escola da matemática furada que o Senhor oferece ao nosso povo? Sou contra paralização, mas não tem como criticar os pais de familia que estudaram para educar meus filhos, visto que o salário que eles recebem é insuficiente para a manutenção de uma familia. Então, Governador, antes de tachar os professores de Algoz, vou citar algumas deficiencias de seu Governo: Superlotação das salas por falta de construção de novas unidades, baixa remuneração dos educadores e profissionais de educação, falta de investimento na formação contínua destes profissionais, falta de logística e infra-estrutura escolar. Sucateamento da rede pública, baixa qualidade de ensino como consequência. Não esquecendo que o Governo tem uma grande dívida com o Município de Cuiabá, onde a Prefeitura é quem paga pelo transporte dos estudantes das escolas do estado, e olha que a Lei foi de autoria de um Vereador do seu Partido, Totó Parente, PMDB.
por Carlos, em 28/06/2011 às 21:03
Alguem acredita que ainda vai ter copa aqui em MT, logo logo estamos terminando 2011 e nada das obras ai fica 2012 e 2013 vcs acham que vai sair algo com esse prazo. Acorda população Matogrossense.
por Rodrigo Monteiro, em 28/06/2011 às 20:38
Deputado recebe 1 milhão...Professor...Silval, o ALGOZ.
por Claudeir Dias, em 28/06/2011 às 20:21
Muito interessante sua colocação Joaquim Canabraba, Parece que vossa senhoria nunca parou para refletir o porquê as pessoas melhores formadas não irão dar aulas? Sou professor de Matemática em formação, mas não de atuação, e conheço que nunca em minha vida acadêmica sequer fiquei de avaliação final, sempre fui excelente, porém o único empecilho de não estar dando aula é o míseros salário que o estado paga para os professores. Concursado com nível médio ganho mais de duas vezes o que eles ganham. Será que as finalidades não estão invertidas? Será que o alicerce de qualquer sociedade para a vivência digna e organizada não está sendo menosprezados? Por que em uma Universidade se encontra os melhores profissionais possíveis? Será que é por que eles amam a Universidade, ou será por que lá tem salário digno de uma pessoa com nível superior e que trabalha com o ensino. Portanto, algoz poderá ser até forte, mas com certeza ele não tem conhecimento da importância dos atos e nem sensibilidade com os caminhos futuros que iremos trilhar. Reflita em que país deseja viver e depois continue com as suas colocações, ou se recolha a insignificância.
por MAURO EDUARDO DA SILVA, em 28/06/2011 às 20:16
É ! Qdo se depara com porposta igual a que propõe extinguir o PSDB, mas que não sabe a diferença entre EXTINÇÃO e INSTINÇÃO, e diz tbem:"os pucos que restam, deveriam "LIMPAR" o Mato Grosso e sumir, (porque sumir, depois de ato tão nobre), realmente algo precisa ser EXTINTO. Porém o que precisa ser "EXTINTO", é a ignorancia, o analfabetismo, inclusive o analfabetismo politico, etc,,etc,,etc,,
por osmar cabral, em 28/06/2011 às 20:11
algoz é esse sindicato retrógado, ultrapassado que só pensa no seu umbigo e desdenha das familias matogrossenses que tem seus filhos nas escolas estaduais , que recebem uma educação que é a 23ª pior do país conforme dados do MEC. Chega de greve todo ano vamos dar uma escola de eficiencia e produtividade aos nossos alunos.
por João Alves, em 28/06/2011 às 20:09
É por falta de educação, que pessoa igual a esse canabrava continua burro puxando saco e carroça. Já vi Governador dar bananas para professores e cair igual mamão podre. E com Sim-VAU aconteçerá o mesmo. Não sou professor, mas claro que agradeço o pouco ou muito conhecimentos que eu e meus filhos adquirímos com esses nobres mestres, que claro mereçem o respeito e reconhecimento do Estado. O piso salarial do professor tería que ser no minímo Dois mil e quinhentos Reais, QUANTO A COPA CLARO QUE TODOS NÓS QUEREMOS, SOMOS CONTRA O SUPERFATURAMENTO, LEMBRAM DOS 44 MILHÕES SUPERFATURADOS NA COMPRA DAS MÁQUINAS, QUEM ERA O CARA? E AGORA QUEM É? VOU DAR UMA PISTA - E... D. M..... - Quem é algoz os professores ou o Governador.
por ANTONIO EDUARDO DE MORAES, em 28/06/2011 às 20:07
Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.
por XAPPA E CRUZZ, em 28/06/2011 às 20:05
ESSE SENHOR NÃO TEM VERGONHA NA CARA DE FALAR QUE DEU 10% DE AUMENTO ... OU SEJA 10% = 150 REAIS... SÍNICO !!! ESCOLAS SUCATEADAS, POLICIAIS REVOLTADOS E HOSPITAIS SUCATEADOS ...ÉSSA É A CARA DO GOVERNO SILVAL BARBOSA !!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Professores mantêm a greve e já preparam manifesto para esta 5º Feira

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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares Ferreira, voltou a garantir que o prazo para que os professores encerrem a greve termina na quarta (29). “Apesar de decisões contra a paralisação, em outros movimentos, nunca pagamos multa e não vai ser agora que isso vai acontecer”, pondera Gilmar, numa referência aos R$ 50 mil estipulados na decisão do Tribunal de Justiça (TJ), que determinou o fim do movimento.
    Ele proferiu a declaração nesta segunda (27), durante a assembleia dos professores, na escola estadual Presidente Médice, na Capital, ocasião em que a classe decidiu manter a paralisação. Na oportunidade, os profissionais decidiram realizar uma nova manifestação nesta quinta (30), no Palácio Paiaguás, para cobrar melhores condições de trabalho e salário. Gilmar reclama da postura do governo que, para ele, não está empenhado em solucionar o impasse. A categoria reivindica piso salarial de R$ 1.312.
    O governo, por sua vez, divulgou nesta segunda (27) a publicação, no Diário da Justiça, da decisão do TJ e comunicou aos servidores que a secretaria estadual de Educação, sob a petista Rosa Neide, considera como falta injustificada a ausência dos profissionais nas escolas a partir desta terça (28), o que pode acarretar descontos na folha salarial.
Fonte: RDNEWS

A Assembléia Geral foi unânime, a greva continua!

Professores votam e continuam em greve

Gláucio Nogueira  / Da Redação
Os professores da rede pública estadual decidiram ignorar a decisão judicial e, por decisão unânime, permanecer em greve. A medida foi tomada durante assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) na Escola Presidente Médici, em Cuiabá. Após o encontro, os mais de 1 mil profissionais seguiram em marcha pelas ruas do centro da Capital. Além da paralisação, a categoria decidiu manter o acampamento, instalado no último dia 22, na Praça Ulisses Guimarães, avenida do CPA.
O líder da categoria, Gilmar Soares Ferreira, afirmou que os profissionais não pretendem ceder à decisão judicial e um agravo de instrumento, medida que reverteria a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, será preparado. "Não é a Justiça quem determina o fim da greve desta categoria, mas sim a assembleia. Vamos para o enfrentamento com quem se colocar contra a valorização da educação". Segundo o sindicalista, até hoje o Sintep não pagou nenhuma das multas arbitradas pelo Poder Judiciário e, se autuado, o sindicato vai recorrer às instâncias superiores contra a punição.
Na assembleia, os profissionais denunciaram que muitos diretores de escolas, sobretudo na Capital, têm sofrido ameaças por parte da Seduc, que promete cortar o ponto dos grevistas, conforme decisão judicial. Por conta disso, unidades como o Liceu Cuiabano e a Escola Estadual Ferreira Mendes, ambas na Capital, já retornaram ao trabalho. A segunda, inclusive, já anunciou a data de início da reposição das aulas perdidas com a paralisação. Dados anunciados pelo sindicato dão conta de que 61,2% das 647 escolas estão com todas as atividades paralisadas. Em outras 58, 8,96% do total, a paralisação atinge alguns profissionais.
Durante a assembleia, os ânimos estavam exaltados. Vários profissionais, representantes de mais de 50 municípios de Mato Grosso, fizeram duros ataques ao governador Silval Barbosa, ao Poder Judiciário e à secretária de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, a quem chamaram de "traidora da educação". Como forma de manter a categoria mobilizada, o Sintep tem realizado duas reuniões diárias de avaliação no acampamento. De lá, representantes da categoria vão às escolas que não aderiram ao movimento na tentativa de convencer estes profissionais a cruzarem os braços. Agora o Sintep pretende trazer para a luta os estudantes. Segundo Ferreira, a participação dos alunos é imprescindível para a valorização da educação.
Em greve há 21 dias, os trabalhadores cobram do governo a implementação imediata do piso salarial de R$ 1.312,00, o pagamento da hora-atividade, cerca de 30% dos vencimentos, para os profissionais com contratos temporários e a convocação imediata de todos os aprovados no último concurso público. O reajuste nos salários de trabalhadores de nível médio corresponderia a 15,07%, valor que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pretende dividir em duas parcelas, a primeira de 10% referente ao mês de maio e o restante em dezembro deste ano.
Por conta disso, a categoria também decidiu que a greve só será suspensa mediante a apresentação de proposta alternativa por parte da Seduc. Mas Soares não acredita que isso irá ocorrer. Ele lembrou que em outras oportunidades o sindicato recebeu de representantes do governo a promessa de envio de propostas. Em todas elas o compromisso não se concretizou.
Desde o dia 6, data em que o movimento grevista foi deflagrado, o impasse toma conta das negociações entre sindicato e governo. Entre promessas de avanços nas negociações e intransigência dos 2 lados, mais de 450 mil estudantes estão sem aulas. Com a decisão, os trabalhadores referendaram os encaminhamentos tirados neste domingo (26), em reunião de direção do sindicato.

domingo, 26 de junho de 2011

Greve deve continuar!

Greves testam habilidade do governador.

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Com seis meses de mandato, o governador Silval Barbosa (PMDB) já enfrenta greve ou mobilizações em seis categorias de servidores, naquela que pode ser considerada a primeira crise de seu governo. Servidores da Secretaria de Meio Ambiente, da Empaer, professores e médicos dos Hospitais Regionais estão em greve. Os investigadores de polícia e agentes prisionais têm feito mobilizações e ameaçam parar.

Os sindicatos dessas categorias decidiram por deflagrar greve no mesmo período. Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual José Riva (PP), apesar de reconhecer que as greves causam desconforto, não considera o momento como crise e defende o governador Silval Barbosa.

“Os servidores querem e brigam por uma reestruturação que não foi feita em governos anteriores e Silval tem que administrar isso agora. O importante é que o governo não pode deixar de dialogar com as categorias. O ideal era ter evitado, mas como não foi possível, tem que fazer a negociação. Porém de maneira nenhuma podemos atribuir culpa ao governador”, disse José Riva.

Os médicos dos hospitais regionais estão há mais tempo em greve, desde que foi anunciada a decisão do governo estadual de terceirizar o serviço em hospitais do Estado, com a implantação de Organizações Sociais de Saúde (OSS). Como previsto em lei, eles estão trabalhando com 30% do efetivo. No entanto, essa greve já perdeu “força”. A implantação de OSS pelo governo já está sendo realizada.

A greve que causa maior incômodo no momento é a dos professores, que pedem um piso salarial de R$ 1.312. Todos estão parados, montaram acampamento da avenida do CPA e, querendo ou não, é uma greve visível, já que milhares de estudantes estão sem aula. Mesmo com uma decisão da Justiça determinando que os professores retornem à sala de aula, a greve não terminou. O sindicato vai recorrer dessa decisão.

Por mais que incomodem e tenham sua importância social, as outras secretarias como a de Meio Ambiente e Empaer são mais técnicas, em que o trabalho não fica na vitrine, como no caso da Educação e Saúde.

O cientista político Manoel Motta afirma que essa sequência de greve é um indicativo de uma crise, porém mais econômica do que política, mas que vai deixar conseqüências. “Greves sempre deixam problemas, mesmo que não dê para mensurar agora”, afirmou.

Para ele, esse é um momento do governador mostrar a desenvoltura política para contornar a situação. “O governador deve mostrar habilidade e força. Ele tem experiência, base aliada forte, e vai conseguir superar essa situação de início de governo”, avalia Motta.

Para o professor, a melhor saída para o governo e os sindicatos, até para que nenhum lado saia demonizado da situação, é a conversa e consenso. “O argumento de que não tem dinheiro não pode ser utilizado como argumento político, não serve para o setor sindical. Por isso é preciso sentar à mesa e falar em propostas reais”, considerou.
 
Fonte: Diário de Cuiabá,ANA ROSA FAGUNDES

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Passeta dos Professores em Cuiabá Mato grosso

Passeata dos professores mostrou organização e combatividade de uma categoria que defende o direito dos filhos do povo a uma Educação de Qualidade. Cuiabá parou para aplaudir passagem dos grevistas.

17/06/2011 - 12:44:00
No ginásio do Presidente Médici, fala a combativa professora Helena Bortolo
Foi uma das maiores manifestações populares que a capital de Mato Grosso já assistiu. Unidos e organizados mais de três mil trabalhadores e trabalhadoras da Educação lotaram o ginásio da escola Presidente Médici e depois tomaram as ruas do centro de Cuiabá, seguindo em fileira pelas avenidas Mato Grosso, Prainha, Getúlio Vargas, Barão de Melgaço e Generoso Ponte até chegar à praça Ipiranga.
Por onde passaram, os grevistas receberam o apoio dos circundantes, mães e pais de alunos solidários com a paralisação que já completa 11 dias. O governo de Silval Barbosa continua de desconversando e o governador se escondendo e fugindo da mesa de negociações. Só que os trabalhadores não se rendem e decidiram que, a partir de segunda-feira, dia 20, vão acampar na Av. do CPA e promover protestos diários no coração da capital.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Assembléia no Médici, de Cuiaba-MT, teve alguns momentos inusitadoas

Professor grevista tira as calças durante protesto em Cuiabá

A categoria rejeitou a proposta do governo e vai manter greve.
Reivindicação é pela equiparação dos salários ao piso nacional.

Pollyana Araújo Do G1 MT

Professor grevista tira a calça em Cuiabá (Foto: Luis Alves/Folha do Estado) Grevista tira calça durante protesto
(Foto: Luis Alves/Folha do Estado)

Um professor da rede estadual de ensino de Mato Grosso decidiu tirar as calças durante assembleia da categoria nesta quinta-feira (16), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, para discutir a proposta de reajuste salarial feita pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).
Na mobilização, o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Estado (Sintep) definiu pela permanência da paralisação, que teve início no último dia 6, até que haja nova rodada de negociação com o governo.
A presidente da subsede do Sintep de Cuiabá, Maria Helena Bortolo, afirmou ao G1 que a atitude do professor foi um ato simbólico de protesto em def
esa da valorização da categoria. A classe rejeitou durante a assembleia a proposta do governo de equiparação salarial dos professores ao piso nacional.
"Ele (professor) quis dizer que nós estamos de calça na mão", enfatizou a sindicalista. O Sintep reivindicou do governo o piso salarial de R$ 1.312, mas a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) se propôs a promover o aumento de forma gradativa até o final do ano. A proposta, porém, foi negada. 
http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2011/06/professor-grevista-tira-calcas-durante-protesto-em-cuiaba.hmtl
Tiveram também vários discursos emocionantes de companheiros oriundos de diversas regiões do estado, logo após fizemos uma passeata  até a praça ipiranga. 


A greve dos professores já atinge 8 estados

Professores da rede pública fazem greve em oito estados

Pelo menos oito estados brasileiros enfrentam greve de professores em redes municipais ou estaduais. São eles: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e Ceará. A porcentagem de escolas paradas varia por estado e chega a até 70%, no caso da rede estadual de Santa Catarina e no Centro Paula Souza, de ensino técnico, em São Paulo.

A maior parte dos grevistas luta pela adoção de piso salarial estabelecido pelo governo federal, de R$ 1.187,14 por 40 horas trabalhadas, que é o "vencimento básico" da categoria. Ou seja, gratificações e outros extras não entram na conta.

Greve em São Paulo

Segundo o Sinteps (Sindicato de Trabalhadores do Centro Paula Souza), 70% dos professores e funcionários das Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e Etecs (Escolas Técnicas) estão em greve desde o dia 13 de maio. No total, são 12.475 mil docentes, 250 mil alunos e 249 instituições. Eles pedem reajuste salarial de 56,90% para os docentes e de 71,79% para os funcionários técnico-administrativos. Na segunda-feira (13), os grevistas vão se reunir em assembleia geral para decidir os próximos passos do movimento.

Greve no Rio de Janeiro

Na terça-feira (7), foi decidida a greve por reajuste emergencial de 26% e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos da rede estadual, entre outras reivindiações. O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) fala em 65% das escolas paralisadas, enquanto a Secretaria de Estado de Educação diz que apenas 2% dos professores estão fora das aulas. No total, são cerca de 1,2 milhão de alunos nas 1.652 escolas fluminenses, com 80 mil funcionários.

Greve em Minas Gerais

Desde a quarta-feira (8), 50% das escolas estaduais mineiras estão paradas, segundo o Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais). A secretaria de educação ainda não tem estimativas do alcance do movimento. Os trabalhadores exigem o pagamento do piso salarial nacional e se recusam a aceitar o subsídio oferecido pelo governo desde o início do ano como parte desse valor. No total, a rede mineira tem cerca de 2,4 milhões de alunos em 4,5 mil escolas e 250 mil professores.

Greve em Santa Catarina 

Cerca de 70% das 1.350 escolas estão sem aulas no Estado desde 18 de maio. O principal pedido é a implementação do piso salarial nacional de R$ 1.177. O governo do Estado encerrou as negociações com os professores em reunião nesta sexta-feira (10) e requisitou o fim da greve. O Sinte-SC (Sindicato dos Trabalhores em Educação de Santa Catarina) diz que continuará com as reivindicações. No total, a rede conta com cerca de 40 mil professores e 250 mil alunos. Algumas redes municipais, como a de Tubarão, também estão paralisadas.

Greve no Mato Grosso

Os professores da rede estadual de Mato Grosso estão em greve desde a última segunda-feira (6) por melhores salários. O movimento continua na próxima semana. A Seduc (Secretaria Estadual de Educação do Mato Grosso) estima que 40% das 724 escolas do Estado estejam paralisadas. Esse número, no entanto, é contestado pela secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, Vânia Miranda. De acordo com ela, cerca de 90 % das escolas estaduais aderiram ao movimento.

Eles reivindicam piso salarial único de R$ 1.312 para todos os trabalhadores em educação -- o piso nacional do professor, instituído por lei é de R$ 1.187 por 40 horas trabalhadas. A Seduc afirma que o aumento do piso salarial para todos os servidores é inviável.

Greve em Sergipe

Pelo menos 300 mil alunos da rede estadual de ensino de Sergipe estão sem aulas desde o início da greve de professores no dia 23 de maio. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (9), a categoria se recusou a voltar ao trabalho. Os professores reivindicam reajuste salarial de 15,8%. As aulas foram interrompidas em mais de 90% das escolas e cerca de 13 mil professores aderiram ao movimento, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese). O governo não confirma a informação.

Greve no Rio Grande do Norte 

No Rio Grande do Norte, a greve de professores da rede estadual completou 43 dias nesta sexta-feira (10). De acordo com a assessoria de comunicação do governo, das 710 escolas estaduais, 335 estão fechadas. A principal reivindicação dos professores é que seja feita a revisão de plano de carreira e equiparação salarial ao piso dos funcionários públicos estaduais, que é de R$ 2.550 em início de carreira, enquanto o dos professores é de R$ 937.

Greve no Ceará 

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT-CE), ameaçou suspender o adiantamento de 40% do 13º salário dos professores da rede municipal para os profissionais que mantivessem a greve. A declaração foi dada a uma emissora de TV local sobre a paralisação chega nesta sexta-feira (10) a 45 dias. Ela também prometeu entrar na justiça para pedir a ilegalidade da greve.

De acordo com a secretária geral do sindicato, Ana Cristina Guilherme, cerca de 96% da categoria aderiu à greve. “Não houve avanço. Tivemos a informação que a prefeita tinha enviado um Projeto de Lei para a Câmara (dos vereadores) e adotava o piso de R$ 1.187 para o nível superior”. A defesa do sindicato é que o valor burlaria a Lei nº 11.738, que regulamenta a remuneração mínima e afirma que os trabalhadores em jornadas diferentes das 40h semanais devem ganhar salários "proporcionais" ao piso.

Fonte: UOL

será que a greve acaba hj?

Paralisação será definida hoje durante assembleia

O Sindicato dos Trabalhadores no ensino Público de Mato Grosso (Sintep) não recebeu, até o início da noite de ontem, do governo do Estado a proposta para ser levada à assembleia da categoria, nesta quinta-feira (16), às 14 horas, na Capital. O documento faz parte de acordo firmado em audiência realizada na terça-feira (13) que sinalizava a retomada das negociações para pôr fim à greve que já dura 10 dias. Logo após a deliberação, os trabalhadores realizam ato público na Praça Ipiranga, centro da cidade.
Segundo o presidente do sindicato, Gilmar Soares Ferreira, o descumprimento da tratativa simboliza o descaso com que a educação é tratada em Mato Grosso. Por isso, o Sintep deverá manter a greve que já atinge 90% da categoria, composta por 30 mil trabalhadores, em todo o Estado, o que significa que cerca de 450 mil alunos continuarão sem aulas.
A categoria cobra a contratação imediata dos 950 aprovados no último concurso público, entre professores, técnicos e profissionais de apoio, e a aplicação imediata do piso salarial no valor de R$ 1,312 mil. A Secretaria de Educação (Seduc), alegando falta de recursos, ofereceu a recomposição gradativa até dezembro de 2011 e recomposição imediata apenas aos professores com nível médio, o que beneficiaria apenas 1.024 mil trabalhadores.
O impasse entre trabalhadores e governo começou no dia 8 de junho, quando o governador Silval Barbosa, por motivo de viagem, não recebeu a direção do sindicato para negociar, compromisso firmado durante audiência pública do dia 6. Representando o chefe do Executivo estadual, a secretária de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, e o secretário de Administração, César Roberto Zílio, não avançaram na proposta anteriormente efetuada. Por este motivo, os sindicalistas haviam encerrado a negociação. (GN)